
Discursos na abertura da Confecom defendem democratização da comunicação
Com um discurso efusivo em defesa da pluralidade da comunicação, Celso Schröeder (foto), coordenador-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), fez o primeiro discurso da sessão de abertura da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (1ª Confecom), nesta segunda-feira, dia 14. A 1ª Confecom termina na próxima quinta-feira, dia 17, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
Schröeder fez questão de agradecer ao presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, pela coragem de organizar uma conferência sobre o assunto. “O presidente Lula, com esta Conferência, ajuda a quebrar o silêncio em relação à comunicação.” Schröeder também fez questão de ressaltar a importância de Daniel Herz, jornalista morto em 2006, pioneiro na luta pela democratização da comunicação no país. Em seguida, foi mostrado um filme em homenagem Herz foi apresentado, mostrando sua trajetória de luta por uma comunicação igualitária. Os filhos de Daniel, Fernando e Guilherme, receberam uma placa em homenagem ao pai.
A secretária de comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rosane Bertotti, a segunda a discursar, falou da coragem do presidente Lula de abrir o debate sobre a comunicação e de seu pioneirismo. Ressaltou que uma democracia só se faz com plena comunicação para todos.
Em seguida, o presidente do Grupo Bandeirantes, Johnny Saad, defendeu que 50% dos canais de TV no Brasil seja de produção nacional e propôs a redução da carga tributária para o setor de telefonia. “Temos de ter uma comunicação com pluralidade, com mais diversidade, para fortalecer o Brasil”, comentou Saad, defendendo ainda que o governo estimule o uso da TV digital pelos movimentos sociais.